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Governo russo diz que vacina Sputnik V também tem mais de 90% de eficácia contra a Covid

Em ensaios clínicos rigorosos de medicamentos ou vacinas, na terceira e última fase do estudo s√£o feitos testes com milhares de volunt√°rios saud√°veis para [...]

Por Redação Paraná Urgente em 09/11/2020 às 18:45:53

Em ensaios clínicos rigorosos de medicamentos ou vacinas, na terceira e última fase do estudo s√£o feitos testes com milhares de volunt√°rios saud√°veis para avaliar a efic√°cia da vacina ou do medicamento. A efic√°cia pode ser definida como a propor√ß√£o da redu√ß√£o de casos entre o grupo de interven√ß√£o – que recebeu o imunizante – e o grupo placebo – que n√£o recebeu o imunizante, mas uma outra subst√Ęncia, como uma solu√ß√£o salina ou uma vacina que previne contra outra doen√ßa n√£o relacionada ao estudo.

Se o número de casos confirmados da doen√ßa for maior no grupo que recebeu o placebo em compara√ß√£o ao grupo que recebeu o imunizante, a efic√°cia da vacina é comprovada.

J√° quando o medicamento ou a vacina passa a ser usado na popula√ß√£o como um todo, e n√£o no grupo do estudo clínico, avalia-se a efetividade da droga. É o caso da vacina russa, que foi utilizada para imunizar dezenas de milhares de pessoas no país.

Sem apresentar resultados que sustentem a declara√ß√£o, a Rússia volta a ser contestada pela comunidade científica e cobrada pela falta de transparência dos estudos da vacina no país.

Em agosto, ao declarar que a vacina Sputnik V foi a primeira no mundo a ser registrada contra o novo coronavírus, o governo russo foi criticado por n√£o divulgar os resultados iniciais de testes em humanos, correspondentes às fases 1 e 2 de ensaios clínicos, antes da aprova√ß√£o do registro.

No início de setembro, os primeiros resultados das fases 1 e 2 de ensaios clínicos foram publicados na revista científica The Lancet, mostrando que a vacina é capaz de induzir resposta imune e é segura. Os ensaios clínicos de fase 3, no entanto, ainda n√£o foram concluídos.

A Sputnik V usa dois adenovírus, o Ad26 e o Ad5, para produzir a resposta imune no organismo. Os adenovírus s√£o vírus comuns de resfriado em humanos (Ad5) e s√£o tradicionalmente utilizados para a produ√ß√£o de f√°rmacos. Neles, insere-se um trecho do RNA do coronavírus, respons√°vel por codificar a proteína S (de “spike” ou espícula, estrutura usada pelo vírus para se ligar às células do hospedeiro).

Esse material genético do vírus, quando liberado na célula do paciente, induz à produ√ß√£o da proteína S, o que por sua vez induz uma rea√ß√£o de defesa do organismo na forma de anticorpos contra o coronavírus Sars-CoV-2.

A norte-americana Pfizer também n√£o apresentou ainda publica√ß√£o oficial da an√°lise preliminar dos seus testes de fase 3 que corroborem os dados divulgados hoje pela empresa, mas disse que pode concluir o estudo ao atingir o número mínimo de 164 casos confirmados da Covid-19.

A farmacêutica pretende submeter para aprova√ß√£o ao FDA (órg√£o que regulamenta medicamentos nos Estados Unidos) o uso emergencial da vacina no país até o final do mês, após a obten√ß√£o dos resultados dos dois últimos meses de estudo da vacina.

Fonte: Banda B

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