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Evento discute como reverter queda de coberturas vacinais na pandemia

O engajamento de profissionais de saúde atualizados e bem capacitados é uma das principais ferramentas que a Sociedade Brasileira de Imuniza√ß√Ķes (SBIm) destaca [...]

Por Redação Paraná Urgente em 16/10/2020 às 10:51:48

O engajamento de profissionais de saúde atualizados e bem capacitados é uma das principais ferramentas que a Sociedade Brasileira de Imuniza√ß√Ķes (SBIm) destaca para reverter a queda nas coberturas vacinais durante a pandemia de covid-19. O tema foi discutido na tarde de hoje (15) na abertura da Jornada Nacional de Imuniza√ß√Ķes, que ocorre neste ano em formato online por causa das medidas de preven√ß√£o ao novo coronavírus.

A presidente da comiss√£o científica do evento e vice-presidente da SBIm, Isabela Balalai, afirmou que o mundo vive n√£o apenas uma pandemia de covid-19, mas muitas "pandemias" relacionadas à desinforma√ß√£o que amea√ßam a saúde coletiva.

"Vivemos uma pandemia da covid-19, uma pandemia de desinforma√ß√£o, uma pandemia da politiza√ß√£o da ciência, uma pandemia de baixas coberturas vacinais. N√£o vivemos apenas uma pandemia, vivemos v√°rias", afirmou. "Diante desse cen√°rio de tantas pandemias, o empoderamento de nós, profissionais de saúde, se faz mais do que necess√°rio. É isso que faz a popula√ß√£o se vacinar, e é isso que faz a popula√ß√£o acreditar na ciência."


O presidente da SBIm, Juarez Cunha, também aproveitou o evento para destacar o protagonismo dos profissionais de saúde na miss√£o de combater a queda das coberturas vacinais. "O brasileiro, historicamente, confia e acredita n√£o só nas vacinas, mas em nós, profissionais de saúde. Podemos e devemos reverter esse quadro. Para isso, precisamos estar cada vez mais preparados, capacitados e atualizados".


Cunha manifestou preocupa√ß√£o com o crescimento da hesita√ß√£o às vacinas, termo que se refere ao atraso ou recusa em se vacinar quando a imuniza√ß√£o est√° disponível gratuitamente. "Se j√° tínhamos coberturas vacinais baixas antes da pandemia, por v√°rios motivos, elas pioraram, e muito, em 2020. Como consequência,aumentaram os riscos que a nossa popula√ß√£o desprotegida est√° correndo, principalmente as crian√ßas", alertou.


No mês passado, a SBIm j√° havia lan√ßado um alerta sobre a baixas taxas de vacina√ß√£o no país (https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-09/cobertura-vacinal-na-pandemia-esta-abaixo-de-esta-abaixo-de-60), destacando que nenhuma das vacinas recomendadas para menores de 2 anos havia atingido 60% do público-alvo até agosto. Para enfrentar o problema, o Ministério da Saúde lan√ßou a Campanha Nacional de Vacina√ß√£o contra a Poliomielite e de Multivacina√ß√£o, com o objetivo de imunizar mais de 11,2 milh√Ķes de pessoas e conscientizar a popula√ß√£o sobre a import√Ęncia das vacinas para a prote√ß√£o contra diversas doen√ßas.


A campanha come√ßou no dia 5 e vai até 30 de outubro, com o Dia D de vacina√ß√£o marcado para o próximo s√°bado (17). A coordenadora-geral do Programa Nacional de Imuniza√ß√Ķes (PNI), Francieli Fontana, enviou uma mensagem de vídeo ao evento em que destacou a import√Ęncia de aproveitar a campanha para atualizar a caderneta de vacina√ß√£o de crian√ßas e adolescentes.


"Nós, profissionais de saúde, temos um papel fundamental na amplia√ß√£o das coberturas vacinais das nossas crian√ßas e adolescentes, para que estejam protegidos e que n√£o haja o recrudescimento de doen√ßas j√° eliminadas e sob controle", disse. "É muito importante que a gente se engaje e participe ativamente dessa campanha orientando a popula√ß√£o que est√° na ponta."

Vacinas contra covid-19

As pesquisas em andamento para desenvolver uma vacina contra o coronavírus SARS-CoV-2 foram tema de uma apresenta√ß√£o do pediatra e infectologista Renato Kfouri, que é diretor da SBIm e presidente do Departamento de Imuniza√ß√Ķes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Apesar de destacar os avan√ßos, Kfouri ponderou que ainda "h√° mais perguntas do que respostas neste momento".


Segundo Kfouri, h√° 190 projetos de vacina em desenvolvimento, sendo 42 j√° em testes em seres humanos. Neste último grupo, 10 chegaram à Fase 3, em que a efic√°cia e a seguran√ßa s√£o testadas em milhares de volunt√°rios.


Entre as que est√£o na Fase 3, h√° vacinas de diferentes tipos, incluindo algumas estratégias consideradas por ele inovadoras. O infectologista citou duas pesquisas com vacinas de √°cidos nucleicos, conduzidas pela farmacêutica Moderna e pela colabora√ß√£o entre a Biontech, Pfizer e Fosun Pharma. Sua a√ß√£o consiste na inser√ß√£o do material genético do vírus no organismo para que as células humanas sejam estimuladas a produzir os antígenos de forma inofensiva. Esse processo faria as defesas do corpo reagirem, produzindo os anticorpos. "S√£o vacinas absolutamente modernas", disse ele, destacando que os materiais genéticos utilizados podem ser mais facilmente produzidos em larga escala em laboratório.


Outra novidade destacada pelo infectologista est√° no projeto da vacina russa do Gamaleya Research Institute, que prevê duas doses com a utiliza√ß√£o de dois tipos diferentes de adenovírus (vírus do resfriado) como vetores virais. Nesse tipo de vacina, um vírus diferente do coronavírus é usado para transportar genes do SARS-CoV-2 para o corpo da pessoa vacinada, desencadeando a produ√ß√£o de defesas.


Para que as vacinas que forem comprovadas cheguem a todos, o infectologista defendeu a iniciativa da Organiza√ß√£o Mundial da Saúde para abastecer os países mais pobres. Chamado de Covax Facility, o projeto consiste em um fundo que ser√° apoiado por países com mais recursos, como o Brasil. "Muitos países n√£o têm laboratórios para receber transferência de tecnologia e n√£o têm condi√ß√Ķes econômicas para comprar a vacina. Só estaremos livres da pandemia quando controlarmos globalmente a circula√ß√£o da covid-19."

Fonte: Agência Brasil

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