csctv
banner vidracaria ametista1

Com sede própria, escola de Campo Mourão terá mais alunos

A estrutura maior trará um espaço adequado para as práticas escolares, além de triplicar a capacidade de atendimento

Por Redação Paraná Urgente em 28/07/2020 às 10:16:51
Foto: José Fernando Ogura/AEN

Foto: José Fernando Ogura/AEN

Apesar de ter passado por duas escolas diferentes, a estudante C√°ssia Bueno dos Santos, de 16 anos, sempre estudou no mesmo local. A troca da Escola Municipal Professor Ethanil Bento de Assis, onde cursou os anos iniciais do Ensino Fundamental, para o Colégio Estadual Novo Horizonte aconteceu apenas nos registros escolares.

A estrutura onde C√°ssia tra√ßou as primeiras frases e aprendeu a calcular n√£o acompanhou sua própria aprendizagem, e quando ela e os colegas chegaram ao Ensino Médio e precisaram de um laboratório para fazer as experi√™ncias de qu√≠mica e f√≠sica, tiveram que se contentar com as mesas da cantina. "O professor levava os materiais para l√° e a gente fazia a pr√°tica no espa√ßo que dava, com os materiais que conseguia", conta.

Mas a atual presidente do gr√™mio estudantil do colégio, localizado em Campo Mour√£o, no Centro-Oeste do Paran√°, j√° enxerga um "novo horizonte" para a escola que a acompanha desde sempre. No ano que vem, ela completa o Ensino Médio em uma sede nova, que est√° sendo constru√≠da pelo Governo do Estado, por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar).

Com muito mais espa√ßo para comportar os laboratórios e 14 salas de aula, as experi√™ncias cient√≠ficas n√£o precisar√£o mais ser feitas em locais improvisados. "Nós temos professores ótimos e muito dedicados, mas a falta de espa√ßo é um problema, temos v√°rias necessidades que n√£o podem ser atendidas", afirma. "Além disso, temos que pensar na conviv√™ncia com os alunos menores. É algo que prezamos muito, nos sentimos respons√°veis por eles e temos que zelar para que o conv√≠vio seja bom entre todos", conta C√°ssia.


MAIS ALUNOS – Desde 1999, quando foi fundado, o Colégio Novo Horizonte funciona em dualidade com a escola municipal. Além de n√£o dar conta das necessidades dos estudantes, a divis√£o das duas institui√ß√Ķes em uma mesma estrutura também n√£o acompanhou o crescimento da regi√£o onde est√° instalado. Alunos que moram no Jardim Santa Cruz e em outros sete bairros próximos precisam se deslocar para escolas mais distantes, j√° que a capacidade de atendimento é limitada.

Com a nova sede, que estar√° pronta para o ano letivo de 2021, o n√ļmero de estudantes vai mais do que triplicar, passando de 270 alunos matriculados atualmente para cerca de 900 a partir do ano que vem. "Hoje atendemos apenas em dois turnos, o Ensino Fundamental no per√≠odo da manh√£ e o Ensino Médio à noite. Temos uma fila de espera para todas as séries, que n√£o conseguimos atender por falta de espa√ßo", explica a diretora Sandra Regina Alves.

"Os alunos que n√£o conseguem vaga precisam ir para outras escolas, e a mais próxima fica a mais ou menos seis quilômetros daqui. É complicado, porque demanda transporte escolar e os estudantes precisam acordar muito cedo para ir para a aula", diz Sandra. "A ideia, com a nova estrutura, é também colocar projetos diferenciados para os alunos, que n√£o s√£o desenvolvidos hoje porque n√£o temos espa√ßo f√≠sico suficiente. A inten√ß√£o é funcionar nos tr√™s turnos, até porque a maioria dos alunos do Ensino Médio j√° trabalha e precisa estudar à noite", afirma.

QUALIDADE – O mais importante é a melhoria na qualidade do ensino que a nova estrutura vai proporcionar, avalia o secret√°rio de Estado da Educa√ß√£o e do Esporte, Renato Feder. "Com uma estrutura própria e mais moderna, o foco é no aprendizado. Alunos e professores n√£o precisam mais se preocupar se vai faltar espa√ßo, se aquele local é adequado para as atividades, e podem se concentrar no que est√£o aprendendo e ensinando".

"A qualidade no ensino é o ponto mais importante, porque além de mais espa√ßo f√≠sico, poderemos oferecer os ambientes necess√°rios para garantir uma educa√ß√£o de qualidade, com laboratórios e uma biblioteca bem equipados", afirma Ivete Keiko Sakuno Carlos, chefe do N√ļcleo Regional de Educa√ß√£o de Campo Mour√£o. "A concretiza√ß√£o dessa obra era muito esperada. Com este espa√ßo e a instala√ß√£o dos laboratórios para as aulas pr√°ticas, o n√≠vel de aprendizagem e o aproveitamento dos alunos ser√£o muito superiores", ressalta.

O diretor-presidente da Fundepar, Alessandro Oliveira, lembra que os projetos das novas escolas s√£o concebidos com propostas mais avan√ßadas, que leva em conta a acessibilidade e tecnologia, por exemplo. "Os alunos ganham muito mais qualidade de ensino, porque as edifica√ß√Ķes s√£o projetadas com um padr√£o mais moderno, com salas de aulas mais amplas, espa√ßos voltados para projetos multim√≠dia e com acessibilidade em todos os ambientes", destaca. "S√£o quest√Ķes que n√£o eram pensadas h√° 20 ou 30 anos, quando essas unidades eram constru√≠das", diz.

OBRA – A nova sede do Novo Horizonte divide o muro com a atual e est√° sendo constru√≠da em um terreno doado pela prefeitura de Campo Mour√£o. A obra iniciou em junho do ano passado e est√° prevista para ser conclu√≠da no final de agosto. O Governo do Estado investe R$ 5,5 milh√Ķes na constru√ß√£o da escola. Mesmo durante a pandemia, cerca de 30 oper√°rios trabalham de segunda a sexta-feira para a execu√ß√£o do projeto, que est√° 80% pronto.

Tudo nela ganha novas propor√ß√Ķes e uma estrutura que, até ent√£o, os alunos n√£o tinham acesso. S√£o mais de 3,3 mil metros quadrados de √°rea constru√≠da, 14 salas de aula divididas em dois pavimentos, sala multi√ļso, sala ambiente localizada em um espa√ßo aberto, laboratórios de inform√°tica e de f√≠sica, qu√≠mica e matem√°tica, biblioteca, cozinha, refeitório e um gin√°sio de esportes coberto, com banheiros e vesti√°rio. Também conta com ambientes administrativos e uma casa para o zelador que tomar√° conta do local.

Outra preocupa√ß√£o da Fundepar é com a acessibilidade do colégio, para garantir a integra√ß√£o dos alunos com defici√™ncia ao ambiente escolar. "É uma quest√£o muito importante. Todos os estudantes poder√£o interagir em qualquer espa√ßo da escola, que conta com √°reas amplas e acess√≠veis e uma estrutura muito completa, para dar condi√ß√Ķes essenciais para os alunos tenham", explica Elder Kuhnen Machado, engenheiro que acompanha as obras do Fundepar na regi√£o.

"Eu atendo cerca de 60 escolas do N√ļcleo Regional de Campo Mour√£o e nenhuma delas tem uma estrutura como esta, com um gin√°sio de esportes completo, toda a obra de acessibilidade, incluindo uma plataforma elevatória no módulo de dois andares, onde funcionar√£o as salas de aula, que permite o acesso total dos alunos", ressalta.

NOVOS PLANOS – Ter a escola quase pronta j√° inspira novos planos para ocupar o local. A diretoria planeja uma série de atividades extracurriculares, que n√£o poderiam ser feitas pela falta de espa√ßo. "Nós fazemos o que é poss√≠vel com a estrutura que temos. Como ela ser√° muito maior, teremos possibilidade de explorar mais alternativas para os estudantes", destaca a diretora.

O gr√™mio estudantil ser√° um grande parceiro da proposta, garante C√°ssia. "Faremos v√°rios projetos bacanas que v√£o complementar o ensino e engrandecer a comunidade. Queremos montar grupos de estudos para os alunos com mais dificuldade, grupos de leitura e de teatro", afirma a estudante. "O espa√ßo cultural pode ser muito explorado na escola. N√£o tenho d√ļvida de que muitos alunos talentosos ser√£o descobertos com nossos projetos", diz.

Para além do que est√° sendo planejado, o novo prédio, que est√° a cada dia mais próximo de ser conclu√≠do, j√° é motivo de orgulho para a comunidade escolar. "Eu falo em nome de toda a equipe do Novo Horizonte, dos alunos e da comunidade: é uma sensa√ß√£o de realiza√ß√£o que nem pode ser descrita. O bairro esperava h√° mais de dez anos por uma nova escola, que a gente v√™ se concretizar agora", acrescenta Sandra.

BOX

Obras em escolas v√£o ajudar na retomada econômica pós-pandemia

Projetos de revitaliza√ß√£o, reforma e constru√ß√£o de novas escolas est√£o no radar do Governo do Estado para contribuir com a retomada econômica no pós-pandemia. Atualmente, a Fundepar conta com obras em 136 escolas da rede estadual, um investimento de cerca R$ 88,3 milh√Ķes. Destas, nove s√£o unidades novas, incluindo o Colégio Estadual Novo Horizonte.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior ressalta que as obras do Estado, em diferentes √°reas, ser√£o essenciais para induzir o desenvolvimento dos munic√≠pios. "Esses projetos de infraestrutura atendem às necessidades da popula√ß√£o, ao mesmo tempo em que geram muitos empregos. O setor da constru√ß√£o civil é um dos que mais demandam m√£o de obra", afirma.

Além do que est√° em execu√ß√£o, a Fundepar e a Secretaria de Estado da Educa√ß√£o e do Esporte est√£o levantando os projetos que j√° estavam previstos, mas ainda precisam ter um encaminhamento. Também est√° sendo feito um levantamento das principais demandas das 2.126 unidades de ensino do Estado, para que sejam executadas nos próximos meses.

De acordo com o secret√°rio Renato Feder, os projetos que devem ser desenvolvidos ainda neste ano inclui a amplia√ß√£o das √°reas voltadas para o ensino profissionalizante, com a constru√ß√£o de laboratórios de inform√°tica e de outras √°reas nas unidades. "Vamos ampliar a capacidade de oferta de cursos nas escolas, para que os alunos saiam mais preparados para o mercado de trabalho", afirma.

"É um caminho bem interessante, que concilia a solu√ß√£o de dois problemas. Inclui a retomada da economia e a gera√ß√£o de empregos, que est√£o sendo muito afetados pela pandemia, e o investimento p√ļblico em educa√ß√£o, para melhorar a estrutura das nossas escolas", destaca o diretor-presidente do Fundepar.


Fonte: AEN - Agência Estadual de Notícias

Banner face

Coment√°rios

banner vidracaria ametista2