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Medida do Ministério da Agricultura fortalece a produção suína do Paraná

Governador Ratinho Junior diz que medida garante mais segurança ao produtor e melhor condição para exportação da carne.

Por Redação Paraná Urgente em 09/12/2019 às 09:37:20
Foto: Reprodução

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A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, assinou nesta sexta-feira (06), durante evento com a presença do governador Carlos Massa Ratinho Junior, instrução normativa que reforça o reconhecimento do Paraná como área livre da peste suína clássica (PSC). O documento desmembra o Estado de um grupo que era formado por 14 unidades federativas.


A medida foi formalizada durante o Encontro Estadual de Cooperativistas, realizado na sede da Cooperativa Lar, em Medianeira, no Oeste do Paran√°. O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou a import√Ęncia da medida por parte do Governo Federal.

"É muito importante estrategicamente para o nosso Estado. Uma chancela que d√° tranquilidade para os compradores internacionais", afirmou Ratinho Junior. "Temos que aproveitar esse bom momento para conquistar ainda mais espa√ßo com a nossa qualidade", acrescentou.

Ele lembrou que o Paran√° conquistou o reconhecimento internacional concedido pela Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde Animal (OIE) em 2016. Porém, refor√ßou, somente com o ato desta sexta-feira é que o Paran√° n√£o fica mais vulner√°vel a eventuais casos de peste su√≠na cl√°ssica na √°rea n√£o livre.

LI√á√ÉO DE CASA - A ministra Tereza Cristina destacou que a a√ß√£o só p√īde acontecer porque o Paran√° vem fazendo a li√ß√£o de casa, buscando uma agropecu√°ria inovadora e livre de doen√ßas. "Esse ato representa muito para o Estado, que ganha condi√ß√Ķes importantes para a exporta√ß√£o da carne su√≠na", destacou a ministra. "Agora, o Paran√° est√° entregando tudo aquilo que o mundo precisa", acrescentou.

A partir da valida√ß√£o da normativa, o Paran√° passa a integrar um bloco, junto com Santa Catarina e Rio Grande de Sul, de estados completamente livres da doen√ßa. O que, além de refor√ßar as condi√ß√Ķes sanit√°rias e de vigil√Ęncias do Estado, permite melhores condi√ß√Ķes perante o mercado para a exporta√ß√£o da carne su√≠na.

"É preciso manter as for√ßas da agropecu√°ria paranaense unidas para garantir cada vez mais a qualidade da prote√≠na animal produzida no Estado", disse o secret√°rio da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

SEGUNDO MAIOR - Ortigara destacou que o Paran√° tem o segundo maior rebanho de porcos do Pa√≠s, ampliando com a normativa as condi√ß√Ķes para avan√ßar no mercado nacional e internacional. "A instru√ß√£o normativa d√° a tranquilidade de que um problema que eventualmente ocorra em Sergipe, por exemplo, h√° mais de 2,5 mil quil√īmetros, n√£o nos afete", explicou.

Ele citou o caso de Sergipe, que fazia parte do antigo bloco do Paran√°. O estado nordestino tem divisa com Alagoas, que é atualmente um dos locais considerados n√£o livre da PSC.

Em outubro, foram detectados dois focos em Alagoas acarretando riscos para os estados vizinhos e, em consequ√™ncia, também ao Paran√°, que n√£o faz divisa, mas pertencia ao mesmo bloco dessas unidades federativas. "Situa√ß√£o que agora j√° n√£o vai mais acontecer", ressaltou o secret√°rio.

APOIO – A zona livre na qual o Paran√° estava inserido tem 5,5 milh√Ķes de quil√īmetros quadrados, abrangendo desde Sergipe, passando por parte da Amaz√īnia e se estendendo por todo o Centro-Oeste e Sudeste.

"N√£o temos nenhuma semelhan√ßa com a produ√ß√£o de su√≠nos naquelas regi√Ķes", ponderou o presidente da Organiza√ß√£o das Cooperativas do Paran√° (Ocepar), José Roberto Ricken. "No Sergipe, por exemplo, a produ√ß√£o é para consumo local ou próprio", completou.

O Paran√°, por sua vez, tem o segundo maior rebanho, com produ√ß√£o de 840 mil toneladas em 2018 (21,3% da produ√ß√£o nacional), e é o terceiro em comércio exterior de su√≠nos, com 107 mil toneladas exportadas em 2018 - o equivalente a 16,8% do total brasileiro. Este ano, entre janeiro e outubro, j√° foram enviados ao exterior pelo Paran√° 94 mil toneladas de carne su√≠na.

APOIO TÉCNICO - Como forma de colabora√ß√£o, a Ag√™ncia de Defesa Agropecu√°ria do Paran√° (Adapar) tem fornecido apoio técnico com envio de equipes aos estados com notifica√ß√£o da doen√ßa. "Estamos preocupados com a quest√£o do Brasil", explicou o presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.

De acordo com o secret√°rio da Agricultura, o investimento em estrutura e treinamento de pessoal que os setores p√ļblico e privado do Estado fizeram nos √ļltimos anos ajudou para que o Paran√° conseguisse a suspens√£o da vacina√ß√£o contra febre aftosa.

Agora, todo esse investimento volta-se também para a garantia da manuten√ß√£o de √°rea livre da peste su√≠na cl√°ssica. "Isso é determinante para a economia estadual e nacional", disse Ortigara. Rio Grande do Sul e Santa Catarina também s√£o unidades isoladas em rela√ß√£o à peste su√≠na cl√°ssica.

DOEN√áA – A peste su√≠na cl√°ssica é uma doen√ßa viral e est√° inclu√≠da na lista de notifica√ß√£o obrigatória pela Organiza√ß√£o Mundial de Sa√ļde Animal (OIE), por ser de f√°cil difus√£o. Ela acomete somente su√≠nos e n√£o é transmitida para o ser humano. Os sinais cl√≠nicos mais comuns s√£o transtornos circulatórios e les√Ķes cut√Ęneas, acompanhados de conjuntivite em animais adultos e dist√ļrbios neurológicos em su√≠nos jovens. O animal também pode apresentar febre alta, paralisia nas patas traseiras e manchas avermelhadas pelo corpo.

Além da transmiss√£o pelo contato com animal infectado, ela pode se difundir por alimentos, √°gua ou equipamentos contaminados. A doen√ßa é detectada por exames laboratoriais. O Centro de Diagnóstico Marco Enrietti, laboratório da Adapar, é um dos credenciados para esse tipo de an√°lise.

CHINA – A China é um dos pa√≠ses que mais consomem carne su√≠na, com a média de 30 quilos por ano per capita. No Brasil, o consumo era, em 2017, de 14,7 quilos, de acordo com a Associa√ß√£o Brasileira de Prote√≠na Animal.

No entanto, um surto de peste su√≠na africana (PSA) detectado em 2018 j√° dizimou aproximadamente 40% dos animais chineses, levando à escassez do produto. Para garantir o abastecimento dessa que é a principal prote√≠na chinesa, o pa√≠s abriu as portas para a importa√ß√£o da carne de porco.

Em um ano, as importa√ß√Ķes aumentaram em mais de 40% com perspectivas de continuar nesse patamar até que o rebanho possa ser recuperado. As autoridades daquele pa√≠s est√£o credenciando fazendas de diversos pa√≠ses, entre eles o Brasil, para que sejam fornecedores da carne.

ÁRVORE – No evento, de maneira simbólica, o governador Ratinho Junior e a ministra Tereza Cristina plantaram √°rvores nativas no bosque de personalidades da Cooperativa Lar. Ratinho Junior plantou a muda de um ip√™. J√° a ministra a muda de uma peroba. Tereza Cristina recebeu o pr√™mio Ocepar 2019 por servi√ßos prestados ao setor.

PRESENCAS – Participaram do ato os secret√°rios estaduais Valdemar Bernardo Jorge (Planejamento e Projetos Estruturantes) e M√°rcio Nunes (Desenvolvimento Sustent√°vel e Turismo); Fernando Mendes, secret√°rio adjunto da defesa agropecu√°ria do Ministério da Agricultura; o presidente da Federa√ß√£o da Agricultura do Estado do Paran√° (Faep), Ágide Meneguetti; Vitor Tiuqueta, diretor-superintendente do Sebrae Paran√°; Natalino Souza, presidente do Instituto Emater; os deputados federais Evandro Roman e Pedro Lupion; o deputado estadual Marcel Micheletto; o prefeito de Medianeira, Ricardo Endrigo, além de lideran√ßas do setor.

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Cooperativas projetam investimento de R$ 3,5 bilh√Ķes em 2020
O cooperativismo do Paran√° celebrou no evento em Medianeira, na Regi√£o Oeste, o momento do setor. Além de estimativas que apontam para faturamento de R$ 85,1 bilh√Ķes em 2019 (R$ 1,4 bilh√£o a mais do o ano anterior) o setor projeta investimento de R$ 3,5 bilh√Ķes no Estado em 2020.

"As cooperativas do Paran√° s√£o as maiores da América Latina. E esse investimento fortalece o agricultor, gera emprego e renda e ajuda o Estado a continuar crescendo", destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

De acordo com o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, levantamento finalizado nesta semana confirmou a necessidade de aplica√ß√£o do valor, especialmente nas √°reas da agroind√ļstria da soja, aves, carne; infraestrutura e inform√°tica.

"Passamos cooperativa por cooperativa para fechar esse n√ļmero. Isso d√° a mostra de como devemos crescer daqui para frente", disse Ricken. O setor cooperativista é respons√°vel, segundo dados da Ocepar, por 60% do Produto Interno Bruto (PIB) paranaense.

As 216 unidades cooperadas em todo o Paran√° fecham o ano com 107.750 colaboradores em 130 munic√≠pios, ampliando em cerca de 6,5% o quadro funcional em rela√ß√£o a 2018. O ano de 2019 fecha om US$ 3,5 milh√Ķes (aproximadamente R$ 15,2 milh√Ķes) em exporta√ß√Ķes.

O sistema conta com 2 milh√Ķes de cooperativistas e mais de 107 mil profissionais contratados. "O momento é de expectativas por dias melhores, com governos novos, sinais de retomada da economia e grande demanda por investimentos", afirmou Ricken.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

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